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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

FEITIÇO: O LIVRO DO MESTRE

"Este trabalho é fruto de intensa e dedicada pesquisa bibliográfica e esotérica.

Espero que seja útil à evolução espiritual e ao progresso de todos que dele se aproximem.

Agradeço aos Irmãos e Irmãs espirituais que me inspiram e orientam – que Deus Pai todo poderoso acrescente nossas luzes e nos fortaleça em nossa caminhada em direção ao Amor Maior.

Paz e Alegria!


Que as Rosas Floresçam!"

É com esses votos e agradecimentos que inicio meu quarto livro: FEITIÇO, O LIVRO DO MESTRE. Ao mesmo tempo um estudo e um combate às práticas de baixa magia e feitiçaria que infelizmente se encontram em muitos de nossos terreiros.

Após ter publicado com recursos próprios ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE; FUMAÇA DE MATO: 15 RECADOS DE UM ASPIRANTE A CATIMBOZEIRO; e INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA - segue mais uma publicação independente e alternativa, mais um trabalho de pesquisa sobre o Catimbó-Jurema.


Dessa vez procurei não enfatizar os cultos indígenas do Nordeste brasileiro. Abordei principalmente a Mestria de Jurema - o trabalho dos Mestres e Mestras, manifestações híbridas indígenas-afro-europeias. Segue o índice do livro (que será publicado em formato A4 e com 62 páginas):

- Homenagem ao Pai Raimundo Tavares e a sua filha de fé, a Mestra Maria Fernandes

- CAPÍTULO I – A história do Mestre Manoel Germano

- CAPÍTULO II – O diabo e os feiticeiros
Os mestres de bom coração – Livros de Alta Magia e compêndios de feitiçaria – O Maioral e os mestres das sombras – O diabo segundo a Ciência dos Magos.

- CAPÍTULO III – No tempo em que Catimbó era feitiço
A formação do Catimbó, segundo Gonçalves Fernandes – O Catimbó na Paraíba e em Pernambuco – Um trabalho “às esquerdas” – O Catimbó-bruxedo de Severino Cavalcante – As moradas dos Mestres – Os médicos sertanejos – Aspectos da influência indígena – Aspectos da influência judaica – Catimbó: o pior e mais degenerados dos cultos brasileiros.

- CAPÍTULO IV – Do Santuário da Jurema
Reflexão – Iniciação – Os sete trabalhos do mestre juremeiro – sobre o uso do cachimbo e do tabaco – Chamando os espíritos – Exercício 1: o controle do olhar e do falar – Exercício 2: sentindo a Presença Divina – Fé – Práticas: trabalhos de limpeza e proteção – Afinal de contas, quem são os Mestres? – Banho de sangue.

O lançamento será no mês de dezembro!

Salve nossa sagrada Jurema!
Que as Rosas Floresçam.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

COMEMORAÇÃO DO DIA DO ÍNDIO, EM URUAÇU (SÃO GONÇALO DO AMARANTE/RN)

Hoje, dia 19 de abril - DIA DO ÍNDIO - protestos marcaram Brasília. Em um Brasil cujos líderes, em sua maioria, desprezam os povos indígenas (e alguns políticos profissionais ainda elaboram leis que prejudicam não somente os índios, mas os quilombolas), nossos parentes mais antigos se organizam para lembrar à população mundial que existem, resistem e também têm direitos a uma VIDA DIGNA.
 
Índios têm direito de viver sua espiritualidade, suas crenças (muito mais antigas nesta Terra que o Cristianismo trazido por europeus e o Candomblé oriundo da Mãe África). Têm direito de serem o que são e merecem todo o respeito. Índios não são inferiores a nenhum povo - muito pelo contrário, os não-índios deveriam aprender com os Potiguara, com os Tupinambá, com os Guarani, com os Xukuru, a amar a Terra e reverenciar a Natureza - coisa que os povos "civilizados" não fazem, como se fossem capazes de sobreviver algum dia sem oxigênio, sem água, sem árvores...
 
Hoje, embora eu não tenha podido ir comemorar o Dia do Índio com parentes da Aldeia Katu, da Aldeia Trabanda ou do Amarelão, muito menos tenha tido como protestar no dia que a partir de hoje pretendo chamar "DIA DA RESISTÊNCIA INDÍGENA", trabalhei com meus alunos da escola Joaquim Victor de Holanda (em Uruaçu, zona rural de São Gonçalo do Amarante) o tema "Espiritualidade Indígena". Conversamos um pouco sobre a importância dos pajés nas aldeias, sobre os povos Potiguara, Tarairiú e Kiriri, que ainda vivem no Rio Grande do Norte, sobre aspectos da fé dos Potiguara, etc.
 
Ao sair da escola, me surpreendi com um grupo de índios que se apresentava nas ruas de Uruaçu. Fiquei realmente surpreso e muito feliz em ver alguns de meus alunos participando da atividade comemorativa. Ora essa, nem tudo está perdido no país em que vivemos. A verdadeira cultura popular, embora agonizante, resiste incrivelmente ao tempo e à cultura de massas (essa maldita "bola de neve", rolo compressor composto pelos ridículos Grafites e funks do mundo, que alienam e escravizam as pessoas).



Em Uruaçu, jovens manifestavam-se com grandes e coloridos cocares, com saiotes Potiguara, arcos de flechar cobertos de plumas, lanças e facões de madeira. As meninas, portando lanças, remexiam os quadris, agitando os saiotes; enquantos os homens simulavam uma guerra. Arrodiando o manifesto, um pajé, portando um maracá, à guisa de Ka'apora - o Grande Espírito de cabelos e saiote longos, entidade protetora das matas e da caça pequena, há séculos temido e reverenciado por caçadores das zonas rurais do Rio Grande do Norte. Além desses, um caboclo alto portava uma grande concha que, soprada, emitia um ruido alto e médio-grave, anunciando a chegada do grupo. No fim da caminhada, seguindo os adultos, brincavam dois Kunumim - portando arcos e usando cocares. A esperança da continuidade de tão original manifestação.

Parabéns aos caboclos de Uruaçu. Parabéns aos membros e organizadores do grupo dos índios. Vocês, que carregam nas veias o sangue de potiguaras e Tapuias, jamais serão esquecidos. Que Deus lhes conceda muitas e muitas bênçãos.

terça-feira, 26 de março de 2013

NÃO PODEMOS DEIXAR QUE OS ÍNDIOS DE BAÍA FORMOSA (LITORAL SUL DO RIO GRANDE DO NORTE) PERCAM SUAS TERRAS TRADICIONAIS!

Pessoal, esta é uma mensagem urgente! O Brasil parece estar, definitivamente, interessado em extinguir os poucos índios que ainda existem e resistem à opressão que há mas de 500 anos os escraviza, divide e extermina.

O governo Dilma faz vista grossa a todo o sangue derramado, entretanto, não acho que seria diferente se ao invés de Dilma fosse outra pessoa, outro partido, dominando o Brasil. Quem governa o país, em realidade, são os interesses empresariais de uma minoria.

Cito, de memória, alguns casos recentes e terríveis nos quais nossos índios estão levando a pior: Belo Monte, que já arrasa a vida de índios e caboclos xinguanos, além de destruir o habitat de dezenas de espécimes animais e vegetais; o Santuário dos Pajés, no Distrito Federal - lugar sagrado que vem sendo cobiçado por empresários; os índios Guarany e Kaiowá, vítimas de latifundiários assassinos e missionários protestantes fanáticos; os índios da Aldeia Maracanã - antigo Museu do Índio projetado por Darcy Ribeiro - recentemente foram violentamente desalojados pela polícia, que usou até arma sônica durante a repressão...

O governo brasileiro faz vista grossa; os missionários evangélicos que dizem querer "salvar" os índios, fazem vista grossa; a FUNAI enrola e não se mexe... A JUSTIÇA, que não é totalmente cega, mas é caolha, não se move para defender os nativos oprimidos, embora esteja quase sempre na defesa e dando apoio aos opressores.


A repressão se arma para proteger os interesses empresariais e governamentais; enquanto a sociedade civil, quando se mobiliza para defender nossos índios, é violentamente reprimida, perseguida, processada. E assim caminha o Brasil - eis nossa Ordem e Progresso, o lema de nossa bandeira, transformado em falta de respeito, desordem e destruição.

Aqui no Rio Grande do Norte, um caso semelhante está acontecendo: uma de nossas mas antigas comunidades indígenas - A ALDEIA TRABANDA - localizada na Praia do Sagi, em Baía Formosa, parece estar com os dias contados. Índios e caboclos da etnia Potiguara habitam a região há mais de cem anos, formando atualmente cerca de 50 famílias que sobrevivem majoritariamente da pesca e da agricultura. Seus ancestrais estão enterrados na própria comunidade, em um cemitério que existe lá há décadas.

Incrivelmente, no dia 19 de março deste ano, esses Potiguara que há mais de cem anos vivem no Sagi perderam suas terras para o empresário Waldemir Bezerra de Figueiredo - que pretende construir sobre a aldeia um resort para a Copa 2014, arrasando os índios e sua cultura. A juíza Daniela do Nascimento Cosmo, deu ganho de causa ao especular imobiliário. A FUNAI (que em outra ocasião os convidou para encontros indígenas) sequer os reconheceu como índios - o que facilitou a vitória de Waldemir Bezerra.



Sociedade brasileira, sociedade internacional: um fato como esses não somente é de cortar o coração, mas enche nossos corações de digna revolta! Esses índios não podem perder as terras em que vivem. Suas casas não podem ser destruídas. Seus rios e plantações não devem ser tocados por empresas que pouco se importam com preservar a Natureza ou com a vida de tantas crianças, de tantos idosos, de tantos guerreiros e guerreiras que sofrem o peso avassalador da civilização e do falso progresso. Sobre seus ancestrais não deve ser construído nenhum hotel, muito menos um resort.

Os índios e caboclos do Sagi são os guardiões da praia, do rio e da floresta local. A prefeitura de Baía Formosa, anos atrás, passou a despejar o lixo da zona urbana da cidade na mata nativa que envolve a comunidade - os índios foram à luta e conseguiram evitar que a imundície substituísse a Natureza.

Precisamos nos mobilizar e sermos solidários ao povo do Sagi, antes que seja tarde demais. Façamos uma campanha mundial em defesa dos índios e caboclos do Sagi! Você que está lendo este texto, pode começar assinando a petição do Avaaz, que será entregue à prefeitura municipal de Baía Formosa, a FUNAI e a juíza Daniela do Nascimento Cosmo.

http://www.avaaz.org/po/petition/Os_indios_e_caboclos_Potiguara_de_Baia_Formosa_litoral_sul_do_RN_devem_permanecer_em_suas_terras_tradicionais/?tTOMpdb

Assine e divulgue! Salvemos os índios do Sagi e suas terras tradicionais!!!


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA

DEPOIS de ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE e FUMAÇA DE MATO: 15 RECADOS DE UM ASPIRANTE A CATIMBOZEIRO, sigo publicando com recursos próprios outros livros...

Amanhã estarei lançando INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA - um opúsculo de 26 páginas (R$ 6,00) com o básico sobre a Jurema que venho pesquisando desde 2005, especialmente no litoral do Rio Grande do Norte.



ESPIRITUALIDADE INDÍGENA (R$ 12,00) é um ensaio acadêmico, historiográfico e etnográfico, no qual elaboro um histórico dos cultos indígenas dos Potiguara e dos Tapuia, do século XVI aos cultos à Jurema dos dias de hoje (Jurema de Mesa, Toré, Jurema e Umbanda traçados e Catimbó). Abordo, também, a questão do índio no Rio Grande do Norte, por tantas décadas considerado inexistente; e as principais características dos cultos à Jurema no estado em que vivemos.

FUMAÇA DE MATO (R$ 10,00) é um livro espiritualista, no qual estão contidos 15 inspirações e orientações que recebi dos Mestres e Mestras da Jurema. A venda desse livro está voltada à arrecadação de fundos para a construção do Santuário da Jurema: templo/escola no qual estudaremos os preceitos e fundamentos de nossa Tradição e realizaremos trabalhos de cura e harmonização física, mental e espiritual.

Em INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA reuni textos de outras correntes (Umbanda Esotérica, Kardecismo e Rosacruz), textos que contribuem com uma maior compreensão do Culto aos Senhores Mestres, além de uma síntese básica sobre os Cultos à Jurema como ocorrem no Nordeste brasileiro e outras mensagens provenientes dos Mestres e Mestras de nossa amada Tradição.

Os capítulos do livro são os seguintes:

I JUREMA E CATIMBÓ
- Muirakitan e Tembetá
- Fragmentos da Ciência dos Pajés Tupi
- Fragmentos da Magia Tapuy'ya
- Cultos à Jurema no Nordeste Brasileiro

II CABOCLOS E MESTRES
- Caboclos
- Sobre os Magos do Astral Superior
- Médiuns, Magos e Feiticeros

III NO SANTUÁRIO DA JUREMA
- Kurusá
- A Bebida Sagrada
- De Onde Vem a Força dos Mestres

Amanhã, 16/02, na Oka do Juremá (Jardim Lola, São Gonçalo do Amarante), às 13:00 horas: lançamento de INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA - R$ 6,00.

Grande abraço do Tapuy'ya do Ganzá!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ADJUNTO DE JUREMA NA ALDEIA AMARELÃO (JOÃO CÂMARA/RN)

ESTE será o terceiro encontro de caboclos, juremeiros e simpatizantes, realizado em uma aldeia indígena no Rio Grande do Norte.
Os dois primeiros ocorreram na Aldeia Katu (localizada no litoral sul do Rio Grande do Norte, entre os municípios de Canguaretama e Goianinha), nos anos de 2010 e 2012. Esses encontros contaram com o apoio do Terreiro Tupinambá, cujos dirigentes - os mestres Zélia Maria e Manoel Daniel - e seus filhos e filhas sempre nos deram total apoio. Surgiu, inclusive, a proposta de realizarmos três encontros desses por ano.
Nosso terceiro ADJUNTO DE JUREMA será na Aldeia Amarelão, localizada no litoral norte do Rio Grande do Norte, no município de João Câmara.

  
No dia 30 de janeiro (quarta-feira), por volta das 13:00 horas, estaremos na Associação dos Mendonça do Amarelão. De lá, caminharemos até a Pedra das Letras (um dos lugares mais sagrados da comunidade).
Voltando à associação, estarão à venda trabalhos artesanais produzidos pelos Mendonça; e livros de autoria da professora Jussara Galhardo e do professor Rômulo Angélico.
Durante a janta estará a venda comida típica da culinária indígena.
Às 19 horas, finalmente, daremos início ao nosso sagrado Toré - onde louvaremos a Deus e reverenciaremos nossa Mãe Natureza, nossa Avó Lua, os Encantados, e Mestres e Mestras da Jurema Santa e Sagrada.
Salve a FUMAÇA da CURA!