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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

TERAPEUTAS HOLÍSTICOS

Boa noite a todos e todas!

Passando rapidinho para inteirar os que visitam meu blog, sobre algumas novidades que estão circulando...

TERAPEUTAS HOLÍSTICOS

Eu e minha companheira desenvolvemos, a mais de vinte anos, trabalhos com Tarô e Numerologia. Agora decidimos ampliar o leque de opções para todos e todas que se interessam em "terapias alternativas" mas têm poucas opções.

JULIANA MARIA

NUMEROLOGIA - COMO MÉTODO ORIENTADOR PESSOAL EM DIVERSOS SETORES DA VIDA (PROFISSIONAL, AFETIVO, FAMILIAR, ETC.), QUE TEM COMO BASE AS LETRAS DE SEU NOME E SUA DATA DE NASCIMENTO.

MEDITAÇÃO - REIKI - TARÔ - CROMOTERAPIA - REALINHAMENTO DE CHACRAS - CRISTAIS - BANHOS

RÔMULO ANGÉLICO

TARÔ - MÉTODO ORACULAR INTERPRETATIVO-INTUITIVO, FUNDAMENTADO NA ANÁLISE DE 78 ARCANOS (CARTAS) DE PROVÁVEL ORIGEM EGÍPCIA.

REGRESSÃO A VIDAS PASSADAS - PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA - HIPNOTERAPIA - PARAPSICOLOGIA - BANHOS - DEFUMADORES

Realizamos um primeiro encontro com o interessado, para que possamos fazer um apanhado geral das questões a serem tratadas (anamnese); a partir de então são dadas as primeiras orientações (de urgência, dependendo do caso) de acordo com os problemas identificados.

A partir de um segundo encontro, tendo como base os dados levantados, é traçado um plano de trabalho terapêutico - que pode consistir em um ou mais métodos e recursos holísticos, conforme as necessidades e demandas do caso.

Cada sessão varia de 30 a 60 minutos.

O valor - a troca energética - da primeira sessão é R$ 100,00. As demais sairão por R$ 70,00 cada.

Atendemos em Parnamirim (Bela Vista II, número 368) no Centro Cultural e Espiritualista Casa Sol Nascente do Rei Malunguinho e em local a combinar.

Contatos: 84 998175584 (WhatsApp).




terça-feira, 16 de agosto de 2016

INTRODUÇÃO À PARAPSICOLOGIA

A todas e todos interessados em estudos e terapias parapsíquicas - independente de crenças e sistemas religiosos:

MINI-CURSO "INTRODUÇÃO À PARAPSICOLOGIA"

Módulo I - História da Parapsicologia
1. Período Mítico-Ocultista
1.1 Manifestações psíquicas entre os povos da Antiguidade (Alquimia, Astrologia, Necromancia, Brizomancia e Quiromancia)

2. Período Pré-Científico
2.1 Espiritismo e Mesmerismo

3. Período Científico

Os Módulos II e III de "INTRODUÇÃO À PARAPSICOLOGIA" serão trabalhados nos meses seguintes e tratarão de conceitos, analises de manifestações parapsíquicas, assim como de possíveis aplicações da Parapsicologia.



Data: 03 de setembro (sábado) Horário: 18:30 - 21:30
Local: Casa Sol Nascente (Travessa Lírios do Vale, 368 - Parnamirim-RN).
Valor: R$ 50,00 (material de estudo incluso).
Facilitador: Professor Rômulo Angélico (Licenciado e Bacharel em História - UFRN; Especialista em Ciências da Religião para o Ensino Religioso - UERN).



Sobre Parapsicologia:

"Seu reconhecimento oficial como Ciência data de 1953, no I Congresso Internacional de Parapsicologia, em Utrecht, Holanda.
Sua utilidade prática traduz-se em muitos setores de nossa vida, não só no relacionamento social, mas, especialmente, no setor da saúde, no diagnóstico e cura de moléstias físicas e psicofísicas e até no tratamento das neuroses, com o auxílio da concentração e das sugestões hipnóticas" (Frei Albino Aresi).

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

TARO

TARÔ

Há quem diga que o TARÔ é um conjunto de símbolos muito antigos que, uma vez interpretados com paciência e sabedoria, são capazes de revelar mistérios universais menores e maiores.

Pode ser que esses símbolos (conhecidos nos meios esotéricos como "arcanos") tenham, realmente, origem egípcia.

Segundo um de seus mitos de origem, quando a grande civilização egípcia estava prestes a ruir, seus sábios se reuniram e, temendo perder toda a Ciência que possuíam, guardaram-na em símbolos. Tais símbolos foram gravados em lâminas - telas que deram origem aos primeiros tarôs.



Para interpretar essas lâminas e compreender seus segredos e mistérios, seria necessário ser Iniciado em determinadas linhas de conhecimento que contribuiriam com a leitura e interpretação correta de todo o grandioso conjunto de imagens que compõem o Tarô. Dessa forma a Ciência dos sacerdotes e hierofantes do Antigo Egito estaria escondida, hermeticamente depositada, em uma série de cartas que para o leigo não seriam mais que um simples jogo - mas para o sábio seria um grandioso e profundo livro de filosofia.

ROTA

Atualmente existem inúmeros jogos de Tarô - todos, em tese, derivações de um primitivo conjunto de lâminas de procedência médio-orientais.

Se centenas são os tarôs existentes, milhares são os tarólogos - intérpretes das cartas que as utilizam para determinados fins, principalmente para tentar adivinhar o futuro seu e de quem lhes procura. Dessa forma, os tarôs se popularizaram como ferramentas divinatórias, fazendo mais sucesso entre as massas cultas e incultas que outras "mancias" como a geomancia, a quiromancia, a piromancia, etc.

Em meu trabalho como tarólogo, entretanto, prefiro utilizar o tarô como meio de orientação. Através do estudo e interpretação dos Arcanos contidos nas cartas e em contato com a energia psíquica e astral do consulente, investigo as possíveis consequências de determinadas ações que possam vir a ser tomadas, as vias mais saudáveis e menos perigosas que podem e precisam ser trilhadas, como se proteger de certos tipos e ambientes, etc.



Considero a adivinhação através do Tarô algo possível, mas muito pequeno em relação ao todo contido nas cartas. O Iniciado que souber como fazer e for prudente, dedicado e reverente, poderá estudar os Mistérios Universais das Cabalas, interagir com inteligências de planos paralelos acima e abaixo do nosso - sem correr o risco de ficar desorientado ou obsediado -; empreender estudos alquímicos, dentre outros.

ATOR

Uma das maiores e mais elevadas aplicações dos arcanos do Tarô, sem sombra de dúvidas, é a que nos leva ao autoconhecimento - a via que faz com que um homem ou uma mulher se compreenda como o ator e autor principal de sua própria história. Através desse caminho, em que o Tarô nada mais é que um espelho no qual nos enxergamos detalhadamente, nos levamos a conhecer as sombras e as trevas internas que precisamos superar e transmutar (nossas falhas, vícios, limites, temores, preconceitos...), assim como o que há em nós em matéria de Força, Luz, Amor, Alegria, Fé, Equilíbrio, Bondade, etc. que precisamos ampliar.




Eis o Tarô e meu trabalho com o mesmo.

Na Casa Sol Nascente eu e minha companheira atendemos interessados e interessadas em Tarô e Numerologia. A consulta, com cerca de uma hora de duração, custa R$ 50,00 - se realizada na Casa; e R$ 60,00, se em outro local.

Telefone para contato: 84 981193576 (falar com Rômulo Angélico).

Em breve postaremos um texto sobre Numerologia.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

TABACO, AMESCLA E ALFAZEMA, EM MEU CACHIMBO DE JUREMA

Interessante como o tempo tem passado rápido em sua inexistência.

No segundo semestre de 2005 iniciava minhas pesquisas sobre Catimbó-Jurema - movido mais por uma curiosidade medrosa e preconceituosa do que por interesse real em conhecer o Santo Magistério dos caboclos do Nordeste brasileiro.

Comecei por Canguaretama, como os leitores deste blog já devem ter percebido. Dez anos depois, continuo com as pesquisas sobre uma das Tradições mais antigas da América Latina - feliz da vida, mergulhado na Jurema Sagrada.

Hoje, eu e meu filho passamos a tarde espanando e organizando nossa biblioteca. Encontramos um velho caderno que quase foi para o lixo. Quando bem percebi, era um caderno que reunia alguns escritos sobre rosacrucianismo e... Catimbó! Creio ter localizado o primeiro texto que escrevi sobre o assunto.

Antes que as traças carcomam de vez o que nele depositei, segue uma cópia quase literal do texto - intitulado Tabaco, amescla e alfazema, em meu cachimbo de jurema.



"Em Meleagro, Câmara Cascudo afirmava:

O catimbó provirá inicialmente do feiticeiro solitário, individualista, cioso dos processos bruxos europeus e das muambas negras, figura comum a todos os países e momentos do mundo. [...] Paralelamente a esses feiticeiros, mestiços, mamelucos ou negros ex-escravos, velhos, residindo em mocambos fora da cidade e da vila, havia o "adjunto de jurema", cerimônias simplificadas do culto indígena, a dança coletiva tupi, realizada em segredo, com fins religiosos e terapêuticos. Em toda a parte o indígena fazia, às escondidas, o seu "adjunto" [Cascudo, 1978: 90-91].

Não é de hoje que o termo "catimbó" está relacionado à feitiçaria, e "jurema" à cura. Há quem diga que são coisas diferentes e até mesmo contrárias. Todos os juremeiros de Canguaretama com os quais conversei, se por acaso são chamados catimbozeiros, não tardam em contestar e explicar: Jurema não é catimbó. Assim, dona Severina Cutia, do bairro Areia Branca, quando perguntada sobre o que é catimbó, respondeu sem pestanejar - "Catimbó é porcaria". Dona Maria Fernandes explicou com maiores detalhes: catimbó é trabalho feito no chão, pra prejudicar pessoas; Jurema é trabalho de mesa, na mesa se desfaz o catimbó.

Coisa realmente difícil é encontrar um catimbozeiro. Só se encontram seus trabalhos, suas feitiçarias - algumas endereçadas a juremeiros, o que indica a existência de querelas entre juremeiros e catimbozeiros. Dona Severina Cutia me falou de um despacho que lhe jogaram, com velas pretas e vermelhas; explicou que não surtiria efeito porque seu "nome verdadeiro não é Severina de Cutia, e a Pomba Gira é minha amiga". Dona Zélia talvez tenha sido a mais famosa catimbozeira da Penha. Todas as juremeiras com as quais fiz amizade me falaram de seus trabalhos malignos. Infelizmente não consegui conversar com Zélia - ela está internada, ficou doente de tanto prejudicar os outros.

Por acaso pude assistir a um "trabalho de chão" em Canguaretama, uma única vez. Feitiçaria pesada, com velas escuras, areia de cemitério e o osso do joelho de um defunto. As velas foram raspadas e misturadas à areia e ao osso, junto aos nomes de pessoas odiadas pelos assistentes. Tudo deveria ser enterrado. A protagonista: Cigana Bomba de Arraso, uma mestra da esquerda, que alegou só não fazer mais mal porque as pessoas que ali estavam tinham bons corações. No entanto, asseguram-me os juremeiros, catimbó forte se faz na mata, sozinho, em baixo de um pé de jurema. Eis aqui a relação catimbó-jurema.

Na mesa de Jurema, muitos mestres que descem são catimbozeiros. Embora na maioria das vezes, o presidente não permita que mestres de esquerda realizem seus trabalhos, eles se fazem presente e anunciam seus pontos.

Salve Antônio Pelintra!
Salve na direita!
E salve na esquerda!
Na direita eu sou bom, mas na esquerda eu sou melhor!

Anunciou certa vez o irmão do caboclo Zé Pelintra, após cantar seu ponto:

Tá chovendo e tá relampeando e tá trovejando
Eu não posso andar.
É bonito e tenho que ver
Antônio Pelintra e seu baianar.

E na matéria da mestra Maria Fernandes, o Rei Sipuá cantava, alertando os assistentes:

Eu venho, eu venho
Do canto do mar
Eu já vi no seu reinado
Sereia cantar

Rei Sipuá - Eu sou o mestre dos pauzinho!
Rei Sipuá - Eu sou um cara danado.
Rei Sipuá - Bato com negro no chão.
Rei Sipuá - Nego vai porque eu quero.
Rei Sipuá - Levo nego à sepultura.
Rei Sipuá - Eu mandei tocar o sino.

Assim, na mesa da Jurema, se fazem presentes: caboclos, pretos-velhos, catimbozeiros e animais encantados.

Embora o primeiro seja considerado feitiçaria, tanto o catimbó quanto a Jurema possuem pontos em comum. Muitos mestres espirituais, catimbozeiros falecidos, trabalharam tanto na direita quanto na esquerda. Teoricamente, o juremeiro não admite os "trabalhos de chão", a "mesa baixa", enquanto o catimbozeiro, deliberadamente opera nas duas linhas, solta fumaça às esquerdas quanto às direitas.

No catimbó há uma espécie de fitolatria à planta Jurema. Com ela se prepara uma bebida sagrada através da qual pode ser alcançado o êxtase místico. Outras vezes, é bebida e fumada. Venerável desde os tempos da pajelança indígena. Tanto a jurema branca quanto a jurema preta são usadas no catimbó - na maioria dos casos misturadas a cachaça ou vinho e outras plantas. Um único senhor, ex-catimbozeiro, em Natal, citou o uso da bebida no estilo indígena, à base de hidromel. Os demais ingredientes e o modo de preparar a bebida são segredos".

Deixo claro aos que leram as linhas acima que ao longo desses dez anos de pesquisas e vivências, pude constatar que quase tudo o que foi dito no rascunho acima copiado, sobre Catimbó e Jurema, está parcialmente equivocado ou errado.

Estudos antropológicos, historiográficos, linguísticos e esotéricos vêm sendo realizados - pesquisas que, no que se refere ao estudo dos cultos à Jurema, me fazem ir muito além dos conceitos dicotômicos e bélicos que lembram a síntese acabrunhada "bem versus mal", "deus contra diabo", etc. implantada em nossas vidas ao longo de meio milênio de catequeses católico-protestantes (que geralmente não permitem ao catequizado aprofundar-se em qualquer "mistério", antes transformando sua vida em um eterno conflito da luz contra as trevas, branco contra preto, alto contra baixo, rico contra pobre, direita e esquerda, mais e menos, melhor e pior... e como a maioria dos catimbozeiros por mais "rebeldes" que sejam são fortemente influenciados pelo católico-protestantismo, não deixam de fazer seus votos a Deus e/ou a Satanás!). 

Por qual motivo, então, trazer a lume o ensaio transcrito, estando ele cheio de erros e paupérrimo? Primeiramente por sentir de socializar com os interessados e interessadas no tema, um de meus primeiros rabiscos sobre Catimbó; em segundo lugar, para que não se perdesse a mal-rabiscada semente do que se tornou o estudo de minha vida.

Grande abraço de Luz e Fumaça!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

CATIMBÓ EM 22 POESIAS

Amados leitores e leitoras, internautas que visitam este blog, é com imenso prazer que vos escrevo!

Depois de muitos meses em silêncio, retorno a atualizar mensalmente este blog - trazendo-lhes informações diversas sobre cultura indígena, índios e caboclos do Rio Grande do Norte, atividades e estudos relativos ao Catimbó-Jurema e a outras tradições afro-euro-ameríndias (brasileiras).

Planejo para este mês de julho, no mais tardar para agosto, o lançamento de mais um livrinho - desta vez de poesias - intitulado CATIMBÓ EM 22 POESIAS. Há neste trabalho, uma síntese das teorias e rituais que vivenciamos e desenvolvemos desde fevereiro de 2014 no Centro Cultural e Espiritualista Casa Sol Nascente do Rei Malunguinho, no que se refere ao Catimbó-Jurema, assim como minhas visões particulares da espiritualidade de modo geral.

Faltam ainda uma síntese da história dessa Sagrada Tradição de matriz indígena, que abraçou outras espiritualidades que atravessaram o Atlântico e aqui passaram a se manifestar a partir do final do século XV - mas o essencial do trabalho está pronto.

Segue uma das 22 poesias presentes no trabalho:

QUANDO MINHA MORTE CHEGAR

Quando minha morte chegar
amigos protestantes dirão que fui para o inferno;
e os católicos: "Foi para o purgatório, afinal, ele não era tão mal".

Os caboclos dirão que fui plantado
E os índios, que entrei pro Encanto;
Os juremeiros, que voltei à minha cidade
E os feiticeiros jurarão que me mataram!
Os umbandistas: "Foi viver em Aruanda"
E no Candomblé:

Abaluaê o aguarda na Calunga Pequena
De lá, Iansã o levará, em forma de egum
até os pés de Olorum

Os budistas: "Ele está preso à Roda do Samsara"
Os kardecistas: "Terá que reencarnar para pagar o mal que fez"
Os gnósticos: "Foi absorvido no abismo sem fim"
Os maniqueus: "O Deus do Mal o aguarda"
Os judeus: "Silenciou no Xeol"
Os parapsicólogos: "Seu pensamento se tornou ondas de rádio"
Os mazdeístas: "Ahura-Mazda o abençoará com sua Luz"...

E tantos outros dirão
Firmes em seus saberes
E ainda outros dirão
Parecendo adivinhar

Mas após a morte
em que lugar a minha alma irá repousar?
Será que irei descansar
sofrer
ou continuar a trabalhar?
Haverá felicidade naquele lugar?
Com que realidade irei me deparar?

Depois da morte
creio que finalmente terei certeza
de que não existe morte

Quem sabe serei a Fumaça
Que sobe ao Céu e desce à Terra
Em um raio de Sol -
- da Casa dos Ancestrais Guerreiros -
Para varrer o terreiro...

Grande abraço para todos e todas!



quinta-feira, 17 de abril de 2014

COMEMORAÇÕES DO DIA DO ÍNDIO

Boa tarde, queridos leitores!

Finalmente encontro tempo para postar alguma notícias, mesmo que rapidamente.

Vim passando pra lembrar que no mês de abril é comemorado o Dia do Índio e que, no Rio Grande do Norte, três aldeias irão realizar atividades culturais diversas.

Recebi a programação da Aldeia Katu (Canguaretama/Goianinha - RN). Segue o cartaz do evento:


Na Aldeia Trabanda (Saji - Baía Formosa/RN) haverá atividade no mesmo dia. E na Aldeia Mendonça do Amarelão (João Câmara/RN), os eventos ocorrerão na terça-feira, 22/04 a partir das 09:00 horas.

Na Casa Sol Nascente estaremos realizando um estudo sobre Umbanda, no último domingo de abril (27/04). Conversaremos um pouco sobre a história dessa religião brasileira e algumas de suas principais características. Em seguida, daremos um toque para Caboclos e Mestres.


Grande abraço! Salve a Força da Jurema!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

INAUGURAÇÃO DA CASA SOL NASCENTE (MACAÍBA/RN)


No município de Macaíba, próximo ao Centro de Treinamento do América, será inaugurada a CASA SOL NASCENTE - um centro de estudos que abordará, em suas atividades, principalmente, a cultura indígena e cabocla do Rio Grande do Norte e vertentes de espiritualidade holística.

A inauguração da Casa será no domingo, 09/02/2014, a partir das 13 horas.

As atividades programadas para o dia, serão:

- Às 13:00 horas: exposição e venda de pinturas e trabalhos artesanais, da autoria dos artistas plásticos Rousi Gonçalves, Walter Júnior e Renato Tapuy'yo.

- Às 14:30: palestra sobre espiritualidade indígena no Rio Grande do Norte, com o historiador e cientista da religião Rômulo Angélico (que estará vendendo seu livro "Espiritualidade Indígena e Culto à Jurema no Rio Grande do Norte").

- Às 16:00 horas: Sagrado Toré dos índios Potiguara.


Além dessas atividades, a Casa Sol Nascente manterá funcionando um brechó; e uma exposição permanente intitulada IMAGENS CABOCLAS (no "Museuzinho Mestre Emanoel Germano") - exposição que contém objetos e imagens de cultos indígenas e de religiões "afro-brasileiras".

Além de atividades periódicas do gênero, na Casa em breve estarão ocorrendo estudos de Tupi Antigo, palestras sobre temas afins e projetos musicais.

Viva a verdadeira cultura popular de nosso estado!



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

III ADJUNTO DE JUREMA NA ALDEIA KATU


Na lua crescente de janeiro (sábado, 11/01/2014) estaremos realizando mais um encontro na comunidade indígena Katu dos Eleutérios - localizada entre os municípios de Canguaretama e Goianinha, litoral sul do Rio Grande do Norte.

Será uma maravilhosa oportunidade para nos confraternizarmos - juremeiros, simpatizantes, historiadores, antropólogos e demais estudiosos e admiradores da cultura indígena - e trocarmos muitas ideias e vivências.

A programação proposta para as atividades do dia, é a seguinte:

- Para quem vai de micro-ônibus, o ponto de encontro será a parada do Carrefour (próximo ao Natal Shopping) às 8:00 horas da manhã.

- Por volta das 10:00 horas, chegaremos na entrada da comunidade. Segue uma caminhada de cerca de 30 minutos (Nessa caminhada, pediremos licença aos Encantados que protegem a aldeia. Quem sentir no coração deverá levar fumo, mel e frutas não-ácidas para a Florzinha das Matas - que é o Nume protetor da região).

- Uma vez tendo chegado à comunidade, armaremos as barracas e seguiremos em breve caminhada para interagir com os moradores, conhecer os principais lugares e um pouco da história local.



- Às 15:00 horas, realizaremos o estudo "Espiritualidade Tapuy'ya" (um dos temas que venho estudando continuamente. Já se vão nove anos de pesquisa...), na escola João Lino da Silva (primeira escola indígena do Rio Grande do Norte). Paralelo à palestra, estará sendo vendido artesanato indígena e livros de minha autoria.






Às 19 horas iniciaremos nosso sagrado Toré. Esse será um Toré aberto aos visitantes. Entretanto, como sempre peço a todos e todas que queiram participar de nosso ritual, que NÃO comam carne vermelha,  NÃO façam sexo e NÃO usem drogas (lícitas ou ilícitas, tanto faz) um dia antes e no dia do evento. Esse é um ponto muito importante. Respeitemos as elevadas vibrações dos seres que trabalham na Força da Jurema.

Retornamos no dia seguinte, domingo, 12/01, em horário a combinar.

OS ADJUNTOS DE JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE

"Adjunto de Jurema" é o nome que se dava a rituais indígenas realizados em regiões do Nordeste brasileiro, por volta do século XVIII. Desde o início da colonização a espiritualidade nativa foi vista com maus olhos pelas igrejas cristãs. Assim, diversas práticas medicinais e cultuais indígenas foram classificadas pelos cleros e autoridades portuguesas e holandesas como superstição e feitiçaria.

Os adjuntos foram proibidos e muito índio morreu por teimar em realizá-lo às escondidas, no meio das florestas. Semelhante ao índio perseguido, Mestres africanos e europeus também foram injustiçados, perseguidos por vivenciar suas concepções do Divino.

Luís da Câmara Cascudo, no clássico Meleagro, diz sobre aqueles encontros:

Os indígenas, catequizados por fora, ficaram por dentro com sua crença. E, quando possível, satisfaziam o ritual defeso, dançando a dança de Jurupari ao som dos maracás e roncos dos instrumentos sagrados [...]. Uma festa secreta dessa indiada, no século XVIII, dizia-se "adjunto de jurema". Adjunto é reunião, sessão, agrupamento. Faziam a bebida com a jurema e bebiam-na no meio de cerimônias que não deixaram rasto. Era remédio, alegria, desabafo e sublimação. Bebiam, sonhavam, amavam. Pensam todos que as festas valiam o atrevimento inaudito da realização clandestina [p. 27-28].

Cascudo cita, ainda, a morte do índio Antônio, preso em 02 de julho de 1758, na então Aldeia de Mepibú (atual cidade de São José de Mipibu)  - vítima de um sumário realizado contra os índios da citada comunidade, "que fizeram adjunto de jurema, que se diz supersticioso" [p. 28].

Do século XVIII ao presente, malgrado as perseguições, muitos outros rituais foram realizados nas comunidades rurais do estado em que vivemos. Pude ouvir na Aldeia Katu, por exemplo, senhoras contarem suas memórias a respeito dos trabalhos de caboclo realizados nas matas, nos quais os participantes ficavam seminus, corriam nas florestas, dançavam, cantavam e comiam carne com mel de abelhas, além de beberem seus "cachimbos".

Nas "sessões espíritas" de diversos terreiros da Penha, por outro lado, assisti inúmeras vezes os Mestres e Caboclo arriarem para curar com defumações, sucções e passes; orientarem banhos de plantas, etc. - o que demonstra que as perseguições de ontem e de hoje não conseguiram destruir nosso amado e sagrado Catimbó.

Assim, no dia 25/09/2010, realizamos um encontro nas matas da Aldeia Katu - reunindo índios da comunidade; estudantes de Ciências da Religião da UERN; membros de ordens esotéricas; simpatizantes; e filhos de fé e dirigentes do Terreiro Tupinambá - para festejar e celebrar nossa Jurema. A esse encontro, chamei "Adjunto de Jurema", a princípio para enfatizar a continuidade dos cultos juremeiros ao longo dos séculos de opressão.

Dois anos depois, no dia 03/11/2012, realizamos o segundo Adjunto, também nas matas da Aldeia Katu, novamente com o apoio do Terreiro Tupinambá (localizado na zona urbana de Canguaretama). Compareceram cerca de quarenta pessoas ao evento - fora os caboclos da aldeia e os membros do citado terreiro.


Em 30/01/2013, organizamos um Adjunto de Jurema belíssimo na Aldeia Amarelão (João Câmara, litoral sul do Rio Grande do Norte). Chegamos quase a cem pessoas, reunindo pesquisadores, visitantes e membros da comunidade (inclusive de um terreiro local) - em um dia intenso de atividades.




Domingo, 22/12/2013, organizamos junto a comunidade Amarelão o segundo Adjunto de Jurema da aldeia - encontro que contou com uma quantidade bem menor de pessoas, mas que foi muito profundo e instrutivo. Com todo respeito e reverência, entramos na mata, coletamos as plantas necessárias e fizemos nossa Jurema conforme a  produziam os índios Tapuy'ya de décadas atrás. Além disso, nosso estudo sobre as divindades indígenas foi muito tranquilo e produtivo.



Atualmente, em homenagem aos índios e mestres que sofreram violência e preconceitos diversos, mas que não deixaram de lutar e preservar nossa Tradição ancestral, seguiremos com mais um encontro. Preparem seus maracás, façam suas dietas, para o III Adjunto de Jurema do Katu - V Adjunto contemporâneo realizado no Rio Grande do Norte.

Salve a FUMAÇA!
Maravilhoso 2014 para todos e todas.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

FEITIÇO: O LIVRO DO MESTRE

"Este trabalho é fruto de intensa e dedicada pesquisa bibliográfica e esotérica.

Espero que seja útil à evolução espiritual e ao progresso de todos que dele se aproximem.

Agradeço aos Irmãos e Irmãs espirituais que me inspiram e orientam – que Deus Pai todo poderoso acrescente nossas luzes e nos fortaleça em nossa caminhada em direção ao Amor Maior.

Paz e Alegria!


Que as Rosas Floresçam!"

É com esses votos e agradecimentos que inicio meu quarto livro: FEITIÇO, O LIVRO DO MESTRE. Ao mesmo tempo um estudo e um combate às práticas de baixa magia e feitiçaria que infelizmente se encontram em muitos de nossos terreiros.

Após ter publicado com recursos próprios ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE; FUMAÇA DE MATO: 15 RECADOS DE UM ASPIRANTE A CATIMBOZEIRO; e INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA - segue mais uma publicação independente e alternativa, mais um trabalho de pesquisa sobre o Catimbó-Jurema.


Dessa vez procurei não enfatizar os cultos indígenas do Nordeste brasileiro. Abordei principalmente a Mestria de Jurema - o trabalho dos Mestres e Mestras, manifestações híbridas indígenas-afro-europeias. Segue o índice do livro (que será publicado em formato A4 e com 62 páginas):

- Homenagem ao Pai Raimundo Tavares e a sua filha de fé, a Mestra Maria Fernandes

- CAPÍTULO I – A história do Mestre Manoel Germano

- CAPÍTULO II – O diabo e os feiticeiros
Os mestres de bom coração – Livros de Alta Magia e compêndios de feitiçaria – O Maioral e os mestres das sombras – O diabo segundo a Ciência dos Magos.

- CAPÍTULO III – No tempo em que Catimbó era feitiço
A formação do Catimbó, segundo Gonçalves Fernandes – O Catimbó na Paraíba e em Pernambuco – Um trabalho “às esquerdas” – O Catimbó-bruxedo de Severino Cavalcante – As moradas dos Mestres – Os médicos sertanejos – Aspectos da influência indígena – Aspectos da influência judaica – Catimbó: o pior e mais degenerados dos cultos brasileiros.

- CAPÍTULO IV – Do Santuário da Jurema
Reflexão – Iniciação – Os sete trabalhos do mestre juremeiro – sobre o uso do cachimbo e do tabaco – Chamando os espíritos – Exercício 1: o controle do olhar e do falar – Exercício 2: sentindo a Presença Divina – Fé – Práticas: trabalhos de limpeza e proteção – Afinal de contas, quem são os Mestres? – Banho de sangue.

O lançamento será no mês de dezembro!

Salve nossa sagrada Jurema!
Que as Rosas Floresçam.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

COMEMORAÇÃO DO DIA DO ÍNDIO, EM URUAÇU (SÃO GONÇALO DO AMARANTE/RN)

Hoje, dia 19 de abril - DIA DO ÍNDIO - protestos marcaram Brasília. Em um Brasil cujos líderes, em sua maioria, desprezam os povos indígenas (e alguns políticos profissionais ainda elaboram leis que prejudicam não somente os índios, mas os quilombolas), nossos parentes mais antigos se organizam para lembrar à população mundial que existem, resistem e também têm direitos a uma VIDA DIGNA.
 
Índios têm direito de viver sua espiritualidade, suas crenças (muito mais antigas nesta Terra que o Cristianismo trazido por europeus e o Candomblé oriundo da Mãe África). Têm direito de serem o que são e merecem todo o respeito. Índios não são inferiores a nenhum povo - muito pelo contrário, os não-índios deveriam aprender com os Potiguara, com os Tupinambá, com os Guarani, com os Xukuru, a amar a Terra e reverenciar a Natureza - coisa que os povos "civilizados" não fazem, como se fossem capazes de sobreviver algum dia sem oxigênio, sem água, sem árvores...
 
Hoje, embora eu não tenha podido ir comemorar o Dia do Índio com parentes da Aldeia Katu, da Aldeia Trabanda ou do Amarelão, muito menos tenha tido como protestar no dia que a partir de hoje pretendo chamar "DIA DA RESISTÊNCIA INDÍGENA", trabalhei com meus alunos da escola Joaquim Victor de Holanda (em Uruaçu, zona rural de São Gonçalo do Amarante) o tema "Espiritualidade Indígena". Conversamos um pouco sobre a importância dos pajés nas aldeias, sobre os povos Potiguara, Tarairiú e Kiriri, que ainda vivem no Rio Grande do Norte, sobre aspectos da fé dos Potiguara, etc.
 
Ao sair da escola, me surpreendi com um grupo de índios que se apresentava nas ruas de Uruaçu. Fiquei realmente surpreso e muito feliz em ver alguns de meus alunos participando da atividade comemorativa. Ora essa, nem tudo está perdido no país em que vivemos. A verdadeira cultura popular, embora agonizante, resiste incrivelmente ao tempo e à cultura de massas (essa maldita "bola de neve", rolo compressor composto pelos ridículos Grafites e funks do mundo, que alienam e escravizam as pessoas).



Em Uruaçu, jovens manifestavam-se com grandes e coloridos cocares, com saiotes Potiguara, arcos de flechar cobertos de plumas, lanças e facões de madeira. As meninas, portando lanças, remexiam os quadris, agitando os saiotes; enquantos os homens simulavam uma guerra. Arrodiando o manifesto, um pajé, portando um maracá, à guisa de Ka'apora - o Grande Espírito de cabelos e saiote longos, entidade protetora das matas e da caça pequena, há séculos temido e reverenciado por caçadores das zonas rurais do Rio Grande do Norte. Além desses, um caboclo alto portava uma grande concha que, soprada, emitia um ruido alto e médio-grave, anunciando a chegada do grupo. No fim da caminhada, seguindo os adultos, brincavam dois Kunumim - portando arcos e usando cocares. A esperança da continuidade de tão original manifestação.

Parabéns aos caboclos de Uruaçu. Parabéns aos membros e organizadores do grupo dos índios. Vocês, que carregam nas veias o sangue de potiguaras e Tapuias, jamais serão esquecidos. Que Deus lhes conceda muitas e muitas bênçãos.

terça-feira, 26 de março de 2013

NÃO PODEMOS DEIXAR QUE OS ÍNDIOS DE BAÍA FORMOSA (LITORAL SUL DO RIO GRANDE DO NORTE) PERCAM SUAS TERRAS TRADICIONAIS!

Pessoal, esta é uma mensagem urgente! O Brasil parece estar, definitivamente, interessado em extinguir os poucos índios que ainda existem e resistem à opressão que há mas de 500 anos os escraviza, divide e extermina.

O governo Dilma faz vista grossa a todo o sangue derramado, entretanto, não acho que seria diferente se ao invés de Dilma fosse outra pessoa, outro partido, dominando o Brasil. Quem governa o país, em realidade, são os interesses empresariais de uma minoria.

Cito, de memória, alguns casos recentes e terríveis nos quais nossos índios estão levando a pior: Belo Monte, que já arrasa a vida de índios e caboclos xinguanos, além de destruir o habitat de dezenas de espécimes animais e vegetais; o Santuário dos Pajés, no Distrito Federal - lugar sagrado que vem sendo cobiçado por empresários; os índios Guarany e Kaiowá, vítimas de latifundiários assassinos e missionários protestantes fanáticos; os índios da Aldeia Maracanã - antigo Museu do Índio projetado por Darcy Ribeiro - recentemente foram violentamente desalojados pela polícia, que usou até arma sônica durante a repressão...

O governo brasileiro faz vista grossa; os missionários evangélicos que dizem querer "salvar" os índios, fazem vista grossa; a FUNAI enrola e não se mexe... A JUSTIÇA, que não é totalmente cega, mas é caolha, não se move para defender os nativos oprimidos, embora esteja quase sempre na defesa e dando apoio aos opressores.


A repressão se arma para proteger os interesses empresariais e governamentais; enquanto a sociedade civil, quando se mobiliza para defender nossos índios, é violentamente reprimida, perseguida, processada. E assim caminha o Brasil - eis nossa Ordem e Progresso, o lema de nossa bandeira, transformado em falta de respeito, desordem e destruição.

Aqui no Rio Grande do Norte, um caso semelhante está acontecendo: uma de nossas mas antigas comunidades indígenas - A ALDEIA TRABANDA - localizada na Praia do Sagi, em Baía Formosa, parece estar com os dias contados. Índios e caboclos da etnia Potiguara habitam a região há mais de cem anos, formando atualmente cerca de 50 famílias que sobrevivem majoritariamente da pesca e da agricultura. Seus ancestrais estão enterrados na própria comunidade, em um cemitério que existe lá há décadas.

Incrivelmente, no dia 19 de março deste ano, esses Potiguara que há mais de cem anos vivem no Sagi perderam suas terras para o empresário Waldemir Bezerra de Figueiredo - que pretende construir sobre a aldeia um resort para a Copa 2014, arrasando os índios e sua cultura. A juíza Daniela do Nascimento Cosmo, deu ganho de causa ao especular imobiliário. A FUNAI (que em outra ocasião os convidou para encontros indígenas) sequer os reconheceu como índios - o que facilitou a vitória de Waldemir Bezerra.



Sociedade brasileira, sociedade internacional: um fato como esses não somente é de cortar o coração, mas enche nossos corações de digna revolta! Esses índios não podem perder as terras em que vivem. Suas casas não podem ser destruídas. Seus rios e plantações não devem ser tocados por empresas que pouco se importam com preservar a Natureza ou com a vida de tantas crianças, de tantos idosos, de tantos guerreiros e guerreiras que sofrem o peso avassalador da civilização e do falso progresso. Sobre seus ancestrais não deve ser construído nenhum hotel, muito menos um resort.

Os índios e caboclos do Sagi são os guardiões da praia, do rio e da floresta local. A prefeitura de Baía Formosa, anos atrás, passou a despejar o lixo da zona urbana da cidade na mata nativa que envolve a comunidade - os índios foram à luta e conseguiram evitar que a imundície substituísse a Natureza.

Precisamos nos mobilizar e sermos solidários ao povo do Sagi, antes que seja tarde demais. Façamos uma campanha mundial em defesa dos índios e caboclos do Sagi! Você que está lendo este texto, pode começar assinando a petição do Avaaz, que será entregue à prefeitura municipal de Baía Formosa, a FUNAI e a juíza Daniela do Nascimento Cosmo.

http://www.avaaz.org/po/petition/Os_indios_e_caboclos_Potiguara_de_Baia_Formosa_litoral_sul_do_RN_devem_permanecer_em_suas_terras_tradicionais/?tTOMpdb

Assine e divulgue! Salvemos os índios do Sagi e suas terras tradicionais!!!


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA

DEPOIS de ESPIRITUALIDADE INDÍGENA E CULTO À JUREMA NO RIO GRANDE DO NORTE e FUMAÇA DE MATO: 15 RECADOS DE UM ASPIRANTE A CATIMBOZEIRO, sigo publicando com recursos próprios outros livros...

Amanhã estarei lançando INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA - um opúsculo de 26 páginas (R$ 6,00) com o básico sobre a Jurema que venho pesquisando desde 2005, especialmente no litoral do Rio Grande do Norte.



ESPIRITUALIDADE INDÍGENA (R$ 12,00) é um ensaio acadêmico, historiográfico e etnográfico, no qual elaboro um histórico dos cultos indígenas dos Potiguara e dos Tapuia, do século XVI aos cultos à Jurema dos dias de hoje (Jurema de Mesa, Toré, Jurema e Umbanda traçados e Catimbó). Abordo, também, a questão do índio no Rio Grande do Norte, por tantas décadas considerado inexistente; e as principais características dos cultos à Jurema no estado em que vivemos.

FUMAÇA DE MATO (R$ 10,00) é um livro espiritualista, no qual estão contidos 15 inspirações e orientações que recebi dos Mestres e Mestras da Jurema. A venda desse livro está voltada à arrecadação de fundos para a construção do Santuário da Jurema: templo/escola no qual estudaremos os preceitos e fundamentos de nossa Tradição e realizaremos trabalhos de cura e harmonização física, mental e espiritual.

Em INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA reuni textos de outras correntes (Umbanda Esotérica, Kardecismo e Rosacruz), textos que contribuem com uma maior compreensão do Culto aos Senhores Mestres, além de uma síntese básica sobre os Cultos à Jurema como ocorrem no Nordeste brasileiro e outras mensagens provenientes dos Mestres e Mestras de nossa amada Tradição.

Os capítulos do livro são os seguintes:

I JUREMA E CATIMBÓ
- Muirakitan e Tembetá
- Fragmentos da Ciência dos Pajés Tupi
- Fragmentos da Magia Tapuy'ya
- Cultos à Jurema no Nordeste Brasileiro

II CABOCLOS E MESTRES
- Caboclos
- Sobre os Magos do Astral Superior
- Médiuns, Magos e Feiticeros

III NO SANTUÁRIO DA JUREMA
- Kurusá
- A Bebida Sagrada
- De Onde Vem a Força dos Mestres

Amanhã, 16/02, na Oka do Juremá (Jardim Lola, São Gonçalo do Amarante), às 13:00 horas: lançamento de INTRODUÇÃO AOS CULTOS À JUREMA - R$ 6,00.

Grande abraço do Tapuy'ya do Ganzá!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ADJUNTO DE JUREMA NA ALDEIA AMARELÃO (JOÃO CÂMARA/RN)

ESTE será o terceiro encontro de caboclos, juremeiros e simpatizantes, realizado em uma aldeia indígena no Rio Grande do Norte.
Os dois primeiros ocorreram na Aldeia Katu (localizada no litoral sul do Rio Grande do Norte, entre os municípios de Canguaretama e Goianinha), nos anos de 2010 e 2012. Esses encontros contaram com o apoio do Terreiro Tupinambá, cujos dirigentes - os mestres Zélia Maria e Manoel Daniel - e seus filhos e filhas sempre nos deram total apoio. Surgiu, inclusive, a proposta de realizarmos três encontros desses por ano.
Nosso terceiro ADJUNTO DE JUREMA será na Aldeia Amarelão, localizada no litoral norte do Rio Grande do Norte, no município de João Câmara.

  
No dia 30 de janeiro (quarta-feira), por volta das 13:00 horas, estaremos na Associação dos Mendonça do Amarelão. De lá, caminharemos até a Pedra das Letras (um dos lugares mais sagrados da comunidade).
Voltando à associação, estarão à venda trabalhos artesanais produzidos pelos Mendonça; e livros de autoria da professora Jussara Galhardo e do professor Rômulo Angélico.
Durante a janta estará a venda comida típica da culinária indígena.
Às 19 horas, finalmente, daremos início ao nosso sagrado Toré - onde louvaremos a Deus e reverenciaremos nossa Mãe Natureza, nossa Avó Lua, os Encantados, e Mestres e Mestras da Jurema Santa e Sagrada.
Salve a FUMAÇA da CURA!

sábado, 22 de dezembro de 2012

BREVE HISTÓRIA DE JACARAÚ - UM POVOADO CABOCLO

Caríssimos(as), segue um breve texto de minha autoria sobre a comunidade de Jacaraú - distrito rural de São Gonçalo do Amarante / RN. Para elaborar esse texto, eu e a professora Eliene (Matemática), da Escola Municipal Joaquim Victor de Holanda (localizada em Uruaçu - também zona rural do citado município) realizamos uma visita a Jacaraú, com alunos da comunidade e de comunidades vizinhas - entrevistando moradores do lugar. O texto foi apresentado na última feira de ciências da escola Joaquim Victor.

"A história do povoado de Jacaraú é quase toda de base oral. Não encontramos, durante nossa pesquisa, qualquer documento oficial escrito sobre a história da citada comunidade rural são gonçalense.

Jacaraú é uma comunidade pequena, localizada na zona rural de São Gonçalo do Amarante, constituída principalmente por agricultores. Localiza-se proximo a outra vila chamada Coqueiros. É uma das comunidades mais antigas da região: os primeiros moradores ocuparam o lugar em meados do século XVII, antes de São Gonçalo do Amarante ser fundada e no mesmo século em que ocorreu o massacre de católicos em Cunhaú e Uruaçu, dirigido pelo alemão Jacó Rabi. Esses primeiros moradores, segundo contam as veneráveis senhoras da comunidade, eram índios (possivelmente indígenas Potiguara do tronco Tupi).


 
O nome "Jacaraú" é termo de origem Tupi: "Iakareý", significando "Rio dos Jacarés". Dos antigos índios que habitaram a região, entretanto, restam apenas um poço - chamado "Poço dos Caboclos" - localizado no lugar em que viveram os nativos, terras hoje pertencentes a família Veríssimo; e um conto sobre a origem da comunidade. Não há data exata para tal origem. Sobreviveu somente a memória do acontecido.

Há muito tempo atrás, havia próximo da comunidade uma grande e bonita lagoa. Um velho, talvez um índio da região, decidiu chamá-la "Jacaraú". A partir daquele momento, quando alguém dizia: "Vamos tomar um banho!" e alguém perguntava onde, a resposta era: "Na lagoa de Jacaraú". E assim o topônimo "pegou".



Dona Maria Cícera Duarte, de 79 anos, vive em Jacaraú desde 1969. Conta que na época de sua chegada, Jacaraú era rua de um só proprietário: desde a fazenda do senhor Veríssimo, Jacaraú era propriedade da latifundiária "Francisca Lôra". Dona Maria Cícera teve oportunidade de conhecer alguns dos mais antigos moradores da região. Eles a contaram que bem antes de sua chegada, em Jacaraú havia uma grande feira.

Mas quando a então jovem Maria Cícera chegava ao povoado, o lugar parecia ser bem mais animado, afinal, nas décadas de 1950 e 1960, frequentemente havia jogo de futebol, festas diversas com apresentações culturais (como Pastoril, Fandango, Marinheiro de Água Doce, Barca, dentre outras); cantadores e emboladores de coco vinham de Natal para se apresentar na comunidade, além de grandes festas juninas e carnavalescas e apresentações dramáticas. Vez em quando vinha também um circo e na capela, "que tinha balancinho e tudo", eram celebradas missas e realizadas festas de caráter cristão.

Em 1972 foi inaugurada em Jacaraú a Escola Municipal Maria Penum - em homenagem a uma professora nascida no povoado. De lá também veio o senador Luís de Barros e outros personagens ilustres.

Tudo isso faz parte de um passado hoje tristemente perdido. Após a morte de Chica Lôra, as atividades culturais cessaram na comunidade. Jacaraú deixou de ser conhecida como "A Terra das Brincadeiras". Com o tempo a capela ruiu para sempre e a igreja Assembléia de Deus, construída a menos de dois anos, ainda não conquistou a simpatia de toda a comunidade.



Para completar, em 1982 houve uma enchente que assolou parte da comunidade. A água derrubou diversas casas de taipa e alguns moradores foram embora auxiliados por uma lancha. Porém, os poucos habitantes que resistiram vêm aos poucos reorganizando suas vidas. Com apoio da prefeitura, novas casas foram construídas e a população segue seu destino.

Dos primeiros habitantes da região, os indígenas, parecem ser poucas as lembranças - mas muitos elementos ancestrais ainda sobrevivem na comunidade. O biotipo de diversos moradores (estatura de pequena a mediana, pele morena, olhos puxados, dentes pequenos) indica a raiz Potiguara; o principal modo de subsistência continua sendo o usufruto da terra; e os aspectos culturais subjetivos de origem indígena também são muito marcantes: um mito que parece ser forte na comunidade, por exemplo, é a Florzinha da Mata - espírito protetor dos animais e da floresta que assobia para indicar sua presença e quando aparece pede fumo. Os cronistas dos séculos XVI e XVII, que conviveram com nossos antigos indígenas, tomaram notas dessas entidades espirituais às quais os velhos pajés ofereciam fumo e para os quais manifestavam-se assobiando.

Há coisas em nossas vidas que, felizmente, o peso da civilização não conseguiu destruir."
 
Grande abraço! Feliz Natal para todos e todas!

sábado, 24 de novembro de 2012

PALESTRA NA OKA DO JUREMÁ

Dia 1° de dezembro, sábado, às 13:00 horas, estaremos realizando uma palestra e uma exposição na Oka do Juremá. O tema da palestra é CULTO À JUREMA NO LITORAL DO RIO GRANDE DO NORTE. Segue a programação do evento:

Dando início às atividades culturais do "Terreiro do Juremá", realizaremos uma palestra sobre os cultos à Jurema no litoral do Rio Grande do Norte (tema que venho pesquisando a quase oito anos).

Na ocasião ocorrerá uma exposição de objetos utilizados em terreiros de Umbanda e Jurema.

Que o grande Tupã e a Jurema Santa e Sagrada abençoe a todos e todas, com muita Luz, Paz, Saúde, AMOR e ALEGRIA!

Quem puder, trazer um quilo de alimento não parecível ou alguma peça de roupa para doarmos à comunidade do Mangueirão.
 
 
 
 
- PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO -
 

- 13:00 às 13:30: Boas vindas e roda de apresentação;

 - 13:30 às 14:30: Palestra: CULTO À JUREMA NO LITORAL DO RIO GRANDE DO NORTE (histórico da pesquisa; "cartografia" da área pesquisada; significados dos termos "Catimbó" e "Jurema"; aspectos históricos do culto; cultos à Jurema nos dias de hoje);

 - 14:30 às 15:00: Espaço para perguntas e socialização de ideias;
- 15:00 às 15:30: Exposição e venda de livros;

 - 15:30 às 16:30: Ritual de Confraternização e encerramento do evento.
 
 
Índios do Saji (Aldeia Trabanda, Baía Formosa / RN), do Katu dos Eleutérios (Canguaretama / RN) e da Baía da Traição (Paraíba) - Toré na Praia do Saji. Foto de Louise Branco retirada do blog: http://reflexaoindigena.blogspot.com.br/

 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

VISITA À ALDEIA AMARELÃO (JOÃO CÂMARA / RN); DIA NACIONAL DA UMBANDA EM NATAL / RN...

VISITA À ALDEIA AMARELÃO (JOÃO CÂMARA / RN)
 
Ontem (18/11) visitamos a Aldeia Amarelão. Fomos eu e dois grandes irmãos: o antropólogo Wagner e médico peruano Cristobal. Cristobal pretendia conhecer os parentes Potiguara do Rio Grande do Norte, assim como visitar lugares especiais - sagrados - protegidos pela Mãe Natureza e salvaguardado por alguns índios. Fomos, então, ao Amarelão.
 
Ao chegarmos recebemos a notícia de que uma das mais antigas indígenas da comunidade havia falecido. Dona Celestina Justino, conhecida por Dona Nanuca, passou aos Planos de Luz às 7:00 horas da manhã. Viveu na Terra 106 anos! Segundo Tayse (uma das líderes da Aldeia), dona Nanuca foi mãe de 9 filhos, avó de "mais de 40 netos, mais de 50 bisnetos e 7 tetranetos". Eis um personagem que nem o Amarelão nem os demais indígenas do Rio Grande do Norte deverão esquecer.
 
 
Por volta das 13 horas, iniciamos a caminhada com a professora Tayse Campos. Visitamos a "Pedra das Letras" - um lugar sagrado, com inscrições rupestres pré-históricas. Desde o ano passado, membros da comunidade consultaram órgãos como IPHAN e IBAMA em busca de orientação e apoio para tentar preservar, oficialmente, a região, cercada por árvores sagradas e marcada por pinturas ancestrais. Entretanto, nenhum órgão estatal até hoje se pronunciou.
 
 

Cristobal é médico holístico. Seu tratamento não se resume a combater os sintomas das doenças. Mais que isso, procura identificar e sanar as causas físicas, morais, mentais e espirituais dos males humanos. Sua terapia é ancestral e, por isso, imortal. Os medicamentos que aplica são naturais. Enquanto a medicina "oficial" escraviza os seres humanos (a indústria farmacêutica lucra milhões e milhões deixando o homem dependente de compostos químicos que, em grande parte dos casos, retiram um mal e geram outro), a Medicina Ancestral é superior - visto buscar mais que o fim dos males físicos, mas levar as pessoas a compreenderem suas posições, seus lugares, no Cosmos, despertando-lhes o censo de responsabilidade e Amor para com a Natureza e todos os seres visíveis e invisíveis.
 
COMEMORAÇÃO DO DIA NACIONAL DA UMBANDA EM NATAL E SÃO GONÇALO DO AMARANTE (RN)
 

O dia 15 de novembro foi, neste ano de 2012, oficialmente declarado, pelo governo brasileiro, o Dia Nacional da Umbanda. Em meio a tanta desordem, violência e imoralidade perpetradas pelo Estado, finalmente uma boa notícia! Estamos em uma época complicada, na qual organizações supostamente cristãs (principalmente empresas protestantes travestidas de igrejas) se envolvem na política nacional visando alterar a Constituição, dominar a sociedade brasileira e implantar uma Teocracia no país. Abertamente, os cultos de origem indígena e africana são depreciados e deturpados, tanto via cultos quanto via imprensa gospel escrita e televisionada. Missionários protestantes queimam ocas, tentam coibir os antigos rituais e as sagradas pajelanças, terreiros invadidos e depredados, etc. Em meio a este caos, um dia para celebrar nacionalmente a Umbanda veio em boa hora.
 
 
A UMBANDA, essa religião que nasceu no Brasil oficialmente em 1908; a Umbanda, que teve como primeiro porta-voz o médium Zélio Fernandino de Moraes (nascido em São Gonçalo / RJ, em 10 de abril de 1891 e retornarnado aos Planos de Luz em 03 de outubro de 1975); a Umbanda, uma Tradição que realiza uma verdadeira síntese de outros cultos e religiões originários dos índios brasileiros, de africanos, europeus e orientais (portanto, mais que brasileira, a Umbanda é Universal) - foi comemorada em Natal / RN, na praça Padre João Maria, onde membros de diversos terreiros se reuniram para festejá-la. Em São Gonçalo do Amarante / RN, também nos reunimos na "Oka do Juremá", embora em grupo menor, para festejar a data.
 
Por falar nisso, em 01 de dezembro de 2012 às 13 horas, estarei realizando na citada Oka uma palestra com exposição sobre os cultos à Jurema no litoral do Rio Grande do Norte. Apresentarei aos que participarem do encontro uma síntese de minha pesquisa de quase oito anos contínuos sobre espiritualidade indígena e Catimbó-Jurema em nosso estado. Estarei apresentando, também, alguns instrumentos utilizados nesses cultos e estarei vendendo alguns exemplares do livro "Espiritualidade Indígena e Culto à Jurema no Litoral do Rio Grande do Norte".
 
Grande abraço do Tapuy'ya e até breve! Que Deus todo poderoso e a Jurema Santa e Sagrada te tragam muita Saúde, Paz, Fé e SABEDORIA!