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segunda-feira, 30 de maio de 2011

FIM DE MÊS CONSTRUTIVO: NOTÍCIAS DO MOVIMENTO INDÍGENA NORTE-RIO-GRANDENSE

LANÇAMENTO DE LIVRO

A Fundação José Augusto está prestes a lançar um GLOSSÁRIO E BREVE GRAMÁTICA BROBO: a língua dos Tarairiu e Xucurú. Os Xucurú são índios Tapuy'ya que atualmente vivem no estado de Pernambuco. Sua língua nativa - o Brobo - é a mesma outrora falada por um dos grupos Tapuy'ya - os Tarairiu, ou Trarairu - cujos remanescentes ainda vivem no Rio Grande do Norte (lembremos que os povos Tapuy'ya possuíam, antes da colonização ter se efetivado em território brasileiro, outras línguas, faladas paralelamente ao Brobo).


Os principais responsáveis pela elaboração do livro e pelo resgate da língua Brobo são: o índio pernambucano Opkriêka Juruna Xucurú - que há anos vem trabalhando em prol da preservação da língua de seu povo - e os caboclos norte-rio-grandenses, membros da Fundação José Augusto: José Albano e Aucides Sales.


Lembremos que em 1755 as línguas indígenas foram proibidas no Brasil, por obra do reformador português Marquês de Pombal. Tal proibição, em muitas tribos, extendeu-se até a década de 1970. Um resgate desse nível é algo histórico e importantíssimo para a cultura dos índios do Nordeste brasileiro. Espero que os caboclos daqui, além do Guarany e do Tupi Antigo, passem a interagir vivamente e a reaprender mais essa língua ancestral, o Brobo.

PALESTRA SOBRE FELIPE CAMARÃO E CULTURA INDÍGENA


O já citado professor Aucides iniciou uma série de palestras em escolas do município (Natal). Através dessas palestras, difundimos a campanha através da qual lutamos para tornar o Índio Poti um herói da Pátria Brasileira (distribuição de revistas, coleta de assinaturas, etc.).


A convite de Aucides Sales, contribuindo com seus trabalhos de divulgação e resgate de nossa cultura, abordei, em palestra proferida sexta-feira (dia 27/05) para alunos e alunas do EJA da Escola Municipal José Albano, o tema: RELIGIÃO INDÍGENA, esclarecendo sobre o preconceito e as campanhas difamatórias realizadas ao longo dos séculos (por parte dos cristãos católicos e protestantes) contra a cultura, as tradições e a espiritualidade indígena.


DANÇA INDÍGENA NO BAIRRO DO IGAPÓ


O grupo de dança indígena da escola municipal Irmã Arcângela - escola localizada no bairro em que outrora esteve localizada a aldeia do Índio Poti - retomou suas atividades. O professor responsável pelo grupo, o caboclo Diego Akanguaçu, agora realiza atividades sobre cultura indígena no PROJOVEM. Assumi o lugar de Akanguaçu - eu, o Ka'a Tuba, em parceria com Iurupari, estou monitorando as atividades culturais ligadas à cultura indígena na citada escola.


Nosso grupo, entre os dias 27 e 29 de março, realizará uma aprestação do Toré (dança sagrada dos índios do Nordeste brasileiro) no IFRN, junto aos caboclos de Rio dos Índios (Ceará Mirim) e da comunidade Mendonça do Amarelão (João Câmara). Além disso, a equipe da escola Irmã Arcângela, dia 13/06, participará de uma petecada (campeonato de peteca, esporte de origem indígena), com alunos de outras escolas.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O MOVIMENTO FORA MICARLA FOI LINDO!

Acabo de chegar da primeira manifestação do movimento Fora Micarla, que teve início por volta das 18:00 horas - entre o shopping Midway e o IFRN - e encerrou após às 22:00 - ao lado do Machadão. Ao sair de minha residência, pude observar a desordem em que se encontra a capital do Rio Grande do Norte: a avenida Bernardo Vieira super lotada de automóveis, em um engarrafamento enorme; e por causa da greve dos ônibus, muita gente transitando a pé (eu mesmo fui ao local do evento "canelando". Das Quintas até o Midway, em uma caminhada de mais ou menos 40 minutos, UM ônibus passou, superlotado).

Ao me aproximar do shopping, o barulho dos apitos me chamou a atenção e me fez relembrar vivamente os movimentos em que há dez anos, no Movimento Anarco Punk, eu havia militado. Duas coisas me deixaram curioso e feliz no Fora Micarla:


1°) os partidos não possuem a mesma influência que há dez anos atrás possuíam, entre a juventude: por vezes vi gente do PSB e do PT tentar dirigir o movimento, encerrar a caminhada, boicotar megafone - mas os ativistas - o povo, autônomo - permaneceram no controle. Autonomia plena! Horizontalidade! Liberdade! Descentralização! Autogestão! A população está perdendo o medo de exigir os seus direitos. Está rompendo as amarras impostas pelo sistema. A manifestação foi livre de burocracias partidárias, com as assembléias realizadas no meio das ruas, controladas pelos manifestantes.


2°) o LÚDICO se fez presente. As velhas manifestações em fila, com os carros de som manipulados pelos partidos e sindicatos reacionários, estão finalmente sendo superadas. Quando um dos megafones foi retirado da mão de um popular autônomo, pessoas começaram a cantar: "O POVO, UNIDO, LUTA SEM PARTIDO!", etc. E esse deve ser um dos objetivos dos movimentos populares! APARTIDARISMO! A oposição partidária de hoje, seja de esquerda ou de direita, amanhã será governo, e enquanto houver governo haverá exploração. Muitas danças, batuques, pixações, fogueiras, palavras de força, marcaram o evento.


Ao todo, embora tenha começado com cerca de 200 pessoas, mais de 500 aderiram ao grupo durante a caminhada. Na medida do possível, farei a cobertura dos protestos, colocando as informações neste blog. Não acredito que a imprensa oficial dará informações amplas ou corretas sobre o FORA MICARLA!

AUTONOMIA E AUTOGESTÃO JÁ! FORA MICARLA E FORA TODOS OS OPRESSORES! PROTESTANTES, FORA DAS ALDEIAS!


A administração da prefeita Micarla de Souza está sendo um verdadeiro LIXO! Acredito que a insatisfação popular fará com que mais e mais pessoas participem do movimento!

terça-feira, 24 de maio de 2011

ÍNDIO POTI, UM HERÓI DO POVO BRASILEIRO

Aqui em Natal, capital do Rio Grande do Norte - terra de caboclos Potiguara e Tapuy'ya - nós do movimento indígena estamos organizando uma campanha em favor da aprovação do Projeto de Lei n° 565 de 2009: projeto que inscreve um Potiguar iluste - FELIPE CAMARÃO, O ÍNDIO POTI - entre os heróis nacionais.

Em várias escolas e organizações públicas estamos coletando assinaturas, que serão dirigidas ao Senado Brasileiro, para que as autoridades se sensibilizem e tomem as providências necessárias para a elevação do nome e da memória do Índio Poti à posição de Herói. Lembremos que Poti - filho do índio Potiguaçu (Camarão Grande) - lutou bravamente, mesmo estando doente, contra a presença holandesa no Brasil, chegando a derrotar - com um grupo de índios e mestiços mal armados - tropas de ponta, armadas até os dentes, oriundas da Europa.


No Rio Grande do Norte, a herança cultural indígena vem sendo há séculos abandonada e deturpada, chegando quase a ser completamente esquecida. Ainda hoje, as "autoridades competentes" não valorizam o patrimônio indígena: sítios com pinturas rupestres são abandonados ou explodidos; as línguas indígenas começaram a serem reaprendidas por iniciativa dos próprios caboclos; a imprensa jornalística (o Novo Jornal foi um exemplo) ainda hoje inventa mentiras sobre os índios de nosso Estado; muitas igrejas protestantes difundem abertamente que a espiritualidade indígena é diabólica, etc.


Em um Estado e em um país como o nosso, que pouco faz pelos índios e pela preservação da Natureza, o Índio Poti é um exemplo de guerreiro e de ser humano. Apoiamos essa iniciativa, encabeçada pelo professor Aucides Sales.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ANIVERSÁRIO DA MORTE DE AUGUSTO SEVERO

No dia 12 de maio de 2011, foi comemorado, na praça Augusto Severo (no bairro da Ribeira), o aniversário da morte de Augusto Severo de Albuquerque Maranhão.

Augusto Severo nasceu em Macaíba, Rio Grande do Norte, em 11 de janeiro de 1864; e faleceu em Paris, França, em 12 de maio de 1902. Em 1881, Severo demonstrou crescente interesse pelo estudo do voo. Passou a observar o movimento de aves planadoras e a elaborar modelos de pipas. Oito anos depois, havia projetado um modelo de dirigível intitulado Potyguarania - que infelizmente nunca chegou a ser construído. Paralelo aos estudos aéreos, entre 1881 e 1889, Augusto Severo lecionou Matemática no Atheneu Norte Riograndense, trabalhou no comércio e foi autor de textos publicados no jornal antimonarquista A República. Em 1892, ampliando sua militância política, foi eleito deputado do Congresso Constituinte e em 1893 torna-se membro da Câmara dos Deputados Federais. Muitos de seus projetos viraram leis, através das quais contribuiu com a assistência à infância, saneamento público, dentre outros.


Dentre seus inventos, destacam-se, em 1892, na Europa, o dirigível Bartholomeu de Gusmão; em 1896, um turbo motor; e em 1901, um novo balão dirigível - desenvolvimento do primeiro Bartholomeu de Gusmão - que receberia o nome de Pax.


No dia 12 de maio de 1902, quando realizava demonstrações de seu Pax, em Paris, após ter alcançado cerca de 400 metros de altura, o dirigível explode repentina e violentamente, lançando ao solo Augusto Severo e seu mecânico de bordo Georges Saché. A tragédia foi impactante. O projeto do dirigível elaborado por Severo, porém, era revolucionário para a época e influenciou a tecnologia aérea das décadas seguintes.


O que em épocas anteriores era uma grande festa, comemorada na capital do Rio Grande do Norte, hoje é uma data quase esquecida por muita gente considerada "importante" em nossa cidade - autoridades públicas, representantes da prefeitura, a própria prefeita Micarla... quase ninguém se fez presente ao ato solene realizada por volta das 11 horas da manhã. Heroicamente, a banda de música da Força Aérea Brasileira, familiares de Augusto Severo e um grupo de alunos da escola Irmã Arcângela (bairro do Igapó) dirigidos pelos professores: Aucides Sales (membro da Fundação José Augusto) e Diego Akanguaçu (professor de língua Guarany), marcaram o evento que atraiu a presença de populares que localizavam-se na praça.


Intercalando os discursos de familiares e amigos de Augusto Severo, a banda da FAB e os alunos do professor Aucides (cantando ao som de maracás) realizaram apresentações musicais em homenagem ao cientista potiguar. Após o evento, realizamos um curto ensaio de Toré.


Temos, assim, um claro exemplo de que a "cultura de massas", tão propalada pelas mídia desinteressada dos valores de nosso povo, vem sufucando as autênticas história e cultura da sociedade norte-rio-grandense. Poucos são os que lembram e conhecem com certa profundidade a história dos nossos gênios e heróis.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

TUPI: NOSSA VERDADEIRA LÍNGUA (PARTE I)

Até 1755, as línguas mais faladas no litoral brasileiro eram as do Tronco Linguístico Tupi-Guarany. Os europeus que aqui chegavam desde o século XVI, interessados em pau-brasil, búzios, encontrar ouro e prata - viessem de Portugal, da França ou da Espanha -, inevitavelmente deveriam aprender, pelo menos, algum dialeto Tupi ou Guarany. Entretanto, à medida que o processo de colonização penetrava o sertão, os europeus precisavam aprender outros dialétos (havia várias línguas Tapuy'ya - o Brobó e o Kiriri são exemplos).



Em 1755, porém, as línguas indígenas foram proibidas de serem faladas em solo brasileiro, devido às diretrizes de um português chamado Marquês de Pombal. Quem fosse encontrado pela repressão colonial dialogando em línguas indígenas, poderia ser condenado a vinte anos de cadeia. E assim, nossas "línguas~mães" foram sendo esquecidas, perdidas ou destruídas.


Malgrado a repressão intensa, que em alguns casos extendeu-se até a década de 1970, hoje, no Brasil ainda são faladas mais de 170 línguas indígenas.


Deixo algumas indicações bibliográficas para aqueles e aquelas interessados em conhecer melhor - ou até mesmo aprender a falar - nossas línguas nativas. O primeiro livro que cito chama-se MÉTODO MODERNO DE TUPI ANTIGO: a língua do Brasil dos primeiros tempos, de autoria do professor Eduardo de Almeida Navarro. Destaco a importância desse livro porque, havendo vários dialetos Tupi, o abordado nesse livro era o Tupi utilizado no nordeste brasileiro, a língua de Felipe Camarão e de Antônio Paraupaba. Hoje, o Tupi Antigo é considerado "língua morta", como o Grego Clássico e o Latim. Entrentanto, se hoje há falantes dessa língua, ela não está morta - embora encontre-se em "extinção".


O CURSO DE TUPI ANTIGO, escrito pelo padre A. Lemos Barbosa, é uma boa escolha para quem pretende conhecer o essencial da língua.


Embora seja raro encontrar um bom dicionário de Tupi, dois são um tanto interessantes, embora não muito bons: o DICIONÁRIO DA LÍNGUA TUPI: chamada língua geral dos indígenas do Brasil (tupi-português), de Gonçalves Dias; e o DICIONÁRIO TUPI PORTUGUÊS: com esboço de gramática de tupi antigo, de Luiz Caldas Tibiriça.


Como no Rio Grande do Norte esse material é difícil de ser encontrado, uma opção para os estudantes são os sebos virtuais (procurar no site "Estante Virtual"). Semana que vem continuarei este assunto. Direi alguns links que facilitaram o estudo tanto das línguas quanto das culturas indígenas.


Que Tupana te Abençoe sempre e cada vez mais, com muita Paz, Saúde e Amor.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE E NEOPENTECOSTALISMO EM IMAGENS



Quando uma imagem vale mais que mil palavras!


Pastores da Igreja Mundial, presos com armas e drogas.



Carnê da Multiplicação: doe a Deus e receba em dobro! O Céu está se tornando um grande banco de empréstimos a juros.



A oferta é "voluntária", mas quem não "doa" já foi chamado de "miserável". Preste atenção no discurso do profeta!


Os profetas pregam um desligamento das coisas do mundo, mas estão envolvidos com as piores formas de política e almejam cargos políticos.

As ovelhas esqueceram desse episódio da vida do Bispo.







Esse é mais forte que o Apóstolo Valdemiro Pede-Pede.






Os feiticeiros do Missionário desfazem todo tido de malefício.








Mais um profeta que em breve estará na TV. Se prepara, Apóstolo!




Enrolão Norte-Americano amiguíssimo do Malafaia.