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quarta-feira, 27 de julho de 2011

CENTRO DE ESTUDOS INDÍGENAS DO RIO GRANDE DO NORTE

O CENTRO DE ESTUDOS INDÍGENAS DO RIO GRANDE DO NORTE (outrora ACECOT) surge com o objetivo de trabalhar pelo resgate e preservação das culturas dos povos tradicionais - de modo especial os povos indígenas.




Localizado na Rua da Misericórdia, 705 (Cidade Alta - Natal / RN), em nossa sede vem ocorrendo nas tardes das quintas-feiras, estudos de história, cultura indígena e língua Guarany.

Em contato com outros grupos (Federação de Umbanda e Candomblé do Rio Grande do Norte, Grupo de Estudos Indígenas do Igapó, comunidades indígenas norte-rio-grandenses, grupo de idosos, dentre outros), participamos e organizamos vários eventos, dentre os quais podemos citar o encontro entre Toré, Umbanda e Terceira Idade (realizado na sede do CEIRN) e encontro histórico entre as etnias Xukurú (PE) e Potiguara (RN).


O CEIRN está iniciando a organização de um arquivo sobre história e cultura indígena - arquivo que mais à frente estará disponível aos pesquisadores do assunto; e em breve ocorrerão oficinas de música e dança indígena, além de estudos de Tupi Antigo.

sábado, 23 de julho de 2011

APRESENTAÇÕES DO GRUPO DE TORÉ DA COMUNIDADE INDIGENA MENDONÇA DO AMARELÃO

Toré é mais que uma dança circular: é uma manifestação da espiritualidade dos índios do Nordeste brasileiro. No Toré canta-se para Deus (Tupã, Munhã, Jesus); em honra aos nossos ancestrais índios, pajés, caboclos e Mestres (Felipe Camarão, Rei Kanindé, Manicoré, Pássaro Azulão, Mestra Joaquina, Antônio Pelintra, dentre outros) e para os Encantados - espíritos protetores dos animais e plantas (Florzinha da Mata, Ka'axangá, etc.). Em algumas comunidades, nas quais o hibridismo indígena-cristão foi mais forte, canta-se também para os santos católicos.

A comunidade indígena Mendonça do Amarelão (Mendonça Iubaçu Suí), localizada no município de João Câmara (litoral norte do Rio Grande do Norte) possui um grupo de Toré formado por cerca de 20 jovens. O Toré no Amarelão, liderado pelas cabocloas Jeovana e Rosália, irá realizar quatro apresentações:

- DIA 20/07 - NA ESTAÇÃO DE CEARÁ-MIRIM;
- DIA 30/07 - NA PRÓPRIA COMUNIDADE (O TORÉ SERÁ FILMADO PELA TV CABUGI);
- DIAS 02 E 05 / 08 - NO FORUM MICROREGIONAL DE JOÃO CÂMARA.


Contamos com a presença de todos e todas que prestigiam e valorizam a cultura indígena - a cultura ancestral do povo das três "américas", de modo especial a Tradição da região nordeste de Pindorama.

terça-feira, 19 de julho de 2011

SALVE ESTE VÍDEO ANTES QUE O RETIREM DA REDE!

A VERDADE SOBRE BELO MONTE!






DIVULGUE! NÃO PODEMOS DEIXAR OS INIMIGOS DO PLANETA IMPUNES! DIGÃO "NÃO!" À BELO MONTE!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ÍNDIOS POTIGUARA E TAPUY'YA (RN) REENCONTRAM PARENTES TAPUY'YA XUKURÚ (PE), APÓS MAIS DE 400 ANOS

NA SEXTA-FEIRA, dia 15/07, membros do Grupo de Estudos Indígenas do Igapó e do Centro de Estudos Indígenas do Rio Grande do Norte (ex-ACECOT) tiveram a felicidade de receber a visita de um casal de índios Xukurú de Pernambuco: Os parentes Opkriêka e Kyalonan chegaram em Natal por volta das 22:00 horas. Na rodoviária nós os esperávamos, junto com uma outra parente vinda de João Pessoa (capital da Paraíba).

Nossos irmãos foram recepcionados com uma linha de Toré que trata dos Xukurú: "Vamos minha gente que uma noite não é nada... Quem chegou foi Xukurú no romper da madrugada... E vamos ver se 'nóis' acaba com o resto da empeleitada!".


Na sexta-feira à noite, pernoitamos na futura Oka do Juremá (bairro do Igapó) e no sábado, pela manhã, partimos em direção à comunidade indígena Katu dos Eleuterios, localizada entre os municípios de Canguaretama e Goianinha (RN). Na Aldeia do Katu, além de nos confraternizarmos, com Toré Sagrado (Ka'atimbó-Jurema) seguido de vinho e peixe frito com farinha, conversamos sobre os seguintes temas:


1° ORGANIZAÇÃO DO PROTESTO A NÍVEL MUNDIAL CONTRA A USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE - como já foi comentado neste blog, o governo assassino que atualmente vigora no Brasil quer construir hidrelétricas no Amazonas e usinas nucleares no Nordeste do brasileiro. O início das obras malditas será a construção de uma hidrelétrica no Xingu, cujas consequências para o Planeta serão terríveis em todos os sentidos: sítios arqueológicos destruídos; centenas de hectares de florestas inundados; o curso do Rio Xingu alterado; espécimes animais exterminadas; milhares de peixes apodrecidos; mais de 40.000 índios serão obrigados a sair por não poderem mais sobreviver da caça e da pesca; territórios tradicionais em que índios e caboclos vivem serão inundados de modo irreversível. Todo esse extermínio coletivo para beneficiar um punhado de empresários norte-americanos - um gasto de mais de 30 bilhões de reais com uma construção que só ficará pronta em 2019 e será incapaz de produzir 10% da energia que o Brasil necessita (investimentos em energia eólica e bagaço de cana de açúcar, por exemplo, seriam mais compensadores, econômicos e muito mais ecológicos).


Os caboclos do Katu, assim como os membros do Centro de Estudos Indígenas do Rio Grande do Norte comprometeram-se com os parentes Xukurú em fortalecer a luta contra os empresários criminosos que buscam arrasar o Planeta: dia 20/08 estaremos participando do PROTESTO MUNDIAL CONTRA A HIDRELÉTRICA ASSASSINA DE BELO MONTE. Quem colocou Dilma no poder também tem poder para tirá-la de lá. Todo brasileiro, assim como todo Cidadão do Mundo que tem AMOR ao Planeta e aos Seres Vivos deve fortalecer essa luta contra os inimigos da Natureza.


2° ELABORAÇÃO DE PROJETOS EM CONJUNTO. Os atuais Xukurú do Orodubá são o mesmo povo Tarairiu que viveu no Rio Grande do Norte nos séculos XVI e XVII. No ano de 1600, cerca de 600 Xukurú foram levados pelos jesuítas à Serra do Orurubá, em Pernambuco. Nossa língua ancestral é o Brobo; nossas divindades são Badzé, Houcha e Poditã. Nossa religião é o Ka'atimbó-Jurema. Os primeiros projetos em conjunto que iremos realizar são: a elaboração de um livro sobre religião e espiritualidade indígena - para desmistificar a visão deturpada e limitada transmitidas nas escolas sobre o índio brasileiro; aulas de percussão, língua Brobo e formação de um grupo de dança indígena, em comunidades caboclas do interior do Rio Grande do Norte. Assim acreditamos contribuir com o resgate e preservação de Tradições que há séculos vêm sendo deturpadas, diabolizadas e destruídas - primeiro por missionários católicos e atualmente pelas repugnantes missões protestantes, que não respeitam as diversidades culturais, menosprezam os índios e caboclos dizendo que não conhecemos Deus e que cultuamos demônios e que em alguns casos ainda sequestram crianças indígenas acusando-nos de infanticidas (anos atrás as missões JOCUM e ANITI foram denunciadas por índios brasileiros).


No domingo (17/07), pela manhã, caminhamos na trilha ecológica da comunidade Katu dos Eleutérios, encerrando nossas atividades vislumbrando novos encontros. Os três dias de convivência foram o suficiente para ficarmos cheios de saldades. Deixamos, portanto, um grande abraço para os parentes que nos visitaram! Nossa luta não quedará em fracasso! Vamos à Luta! Com o apoio do Altíssimo Munhã, na Força de Kanindé e Arandi! Com a Ciência da Jurema Santa e Sagrada e da Carreta, salvemos o Planeta!




quarta-feira, 6 de julho de 2011

ESTUDOS DE GUARANY, HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA NA ACECOT

Estão ocorrendo na ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ECOLÓGICA DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS (ACECOT), localizada na Rua da Misericórdia, n° 705, Cidade Alta (Natal / Rio Grande do Norte) estudos abertos de língua Guarany, História e Cultura dos povos indígenas.


Interessados e interessadas nesses estudos, deverão procurar o mbo'essara (professor) Diego Akanguaçu, nas tardes de quinta-feira (15:00 horas), na sede da ACECOT. Outros estudos e encontros relacionados às culturas, História e línguas dos povos indígenas passarão a ocorrer na sede da Associação.


Para este mês de julho, além das citadas aulas, está previsto um encontro com índios Xukurú de Pernambuco (dia 15) e, para o mês de agosto, oficinas e palestras sobre Dança e Espiritualidade indígena (Toré).

ENCONTRO INDÍGENA NO IFRN

Ontem (05/07/2011), das 13:30 às 15:00 horas, estiveram presentes no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte - IFRN -, caboclos da comunidade indígena Mendonça do Amarelão (João Câmara / RN), membros do Grupo de Estudos Indígenas do Bairro do Igapó e da ASSOCIAÇÃO CULTURAL E ECOLÓGICA DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS - ACECOT.



O encontro, que deveria ter sido maior e melhor, infelizmente não ocorreu conforme esperávamos - embora tenha sido planejado há um mês: no IFRN estava ocorrendo uma parada, da qual só ficamos sabendo exatamente na hora em que chegamos. Por isso, nosso Sagrado Toré não foi apresentado no auditório da instituição, mas no pátio.


Outro ponto negativo: os caboclos de Ceará Mirim, da comunidade Rio dos Índios, não puderam participar do encontro, devido a falta de lugares no transporte cedido pela instituição. Entretanto, mesmo com tantas dificuldades e decepções, não deixamos de apresentar nosso Toré para as poucas pessoas que estavam no local. A luta segue!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

ATIVIDADES DE "TRANSIÇÃO" DO MOVIMENTO INDÍGENA NORTE-RIO-GRANDENSE

COMUNIDADE INDÍGENA KATU DOS ELEUTÉRIOS (MUNICÍPIOS DE CANGUARETAMA E GOIANINHA / LITORAL SUL DO RN)

No sábado (25/06), ocorreram eleições à presidência da ssociação dos moradores do Katu. Pela segunda vez consecutiva, a cabocla Valda foi eleita e permanece sendo uma das morubixaba da comunidade.


Valda é uma das pessoas mais articuladas da aldeia - trabalhando tanto na resolução de problemas internos dos moradores do Katu, quanto na área da educação (é Pedagoga e professora), assim como contribui externamente, com o movimento indígena norte-rio-grandense de modo geral (é representante das mulheres indígenas do Rio Grande do Norte).


No Catu também está sendo realizada a campanha "Ìndio Poti, Herói da Pátria Brasileira", assim como estamos nos articulando para receber os parentes Xukurú de Pernambuco (que nos visitarão neste mês de Julho) e desenvolver campanhas contra a Hidrelétrica assassina que a presidente Dilma autorizou ser construída no Xingu.



O GRUPO DE ESTUDOS DA QUESTÃO INDÍGENA DO RIO GRANDE DO NORTE - GRUPO PARAUPABA...


...Realizou na terça-feira (28/06), no CCHLA da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a XXXVIII reunião ordinária do grupo, na qual estiveram presentes caboclos das seguintes comunidades: Catu dos Eleutérios, Mendonça do Amarelão, Caboclos de Assu e Caboclos de Sagi. Na ocasião, foram dadas "boas vindas" ao Coordenador Técnico Local - CTL - da FUNAI em Natal: o sr. Martinho Alves de Andrade. Seja bem vindo, Martinho! Que juntos possamos avançar na luta pelos direitos indígenas e preservação de suas culturas.


COMUNIDADE INDÍGENA MENDONÇA DO AMARELÃO (MUNICÍPIO DE JOÃO CÂMARA).


Sábado (02/07), estive no Amarelão. Ensaiamos o Toré Sagrado que será apresentado no Instituto Federal de Educação Tecnológica da Avenida Rio Branco, na manhã dia 05/07. No Amarelão, passamos músicas novas para o Toré e estamos nos movimentando para fortalecer a já citada campanha "Índio Poti...". No encontro realizado no IFRN, estarão reunidos caboclos do Amarelão, de Rio dos Índios (Ceará Mirim) e do bairro do Igapó.

FUTURA OKA DO JUREMÁ (BAIRRO DO IGAPÓ - CAPITAL DO RIO GRANDE DO NORTE)


Domingo (03/07) visitei o terreiro no qual será construínda, em homenagem ao guerreiro Felipe Camarão - com as Graças do Altíssimo Munhã - a Oka do Juremá: espaço no qual realizaremos nossos rituais ancestrais, especialmente o sagrado Toré, e que será dedicado à preservação e ao resgate da cultura indígena e cabocla, assim como ao cultivo de plantas sagradas das Tradições Tupi e Tapuy'ya do Nordeste brasileiro. Estou aguardando os movimentos de Tupã, de modo que, assim que a estação das chuvas passar, reiniciaremos a limpeza do terreiro e construção da Oka.


ABRAÇOS FRATERNOS A TODOS E TODAS!

MISSIONÁRIOS, FORA DAS ALDEIAS! NOSSA HERANÇA IMATERIAL NÃO ESTÁ À VENDA!